30/06/11
Momento de Possessão Histérica!!
Eu sou das que namora óculos, das que se apaixona perdidamente pelos mais variados modelos e as mais variadas marcas mas que tem uma mãe que a impede de comprar todos os que gosta.
Sou aquela que andou durante meses a entrar na Ericeira Surf Shop só para namorar estes óculos, a perguntar o preço e a pensar se valeria realmente a pena compra-los quando já tenho uns Aviator e uns Wayfarer...
Mas sou também a que acabou de os comprar e por metade do preço...
A primeira prenda de anos que vou oferecer a mim mesma chega dia 20!!
=)
29/06/11
Há alturas
na vida duma pessoa em que é chegado o momento de repensar seriamente se há razão para manter os laços de amizade com certas e determinadas pessoas, nomeadamente as que acham piada colocar fotos vossas no Facebook da altura em que ainda era a vossa mãe que vos escolhia o guarda roupa.
É que o problema nem é colocarem essas fotos, é identificarem cada uma das pessoas que aparece, o que significa que aquelas porcarias aparecem no meu perfil, em destaque!!
Sim, porque não há nada que eu deseje mais do que mostrar ao mundo que aos 5 anos ia para a escola com uma fatiota verde inqualificável.
Andei eu, durante décadas, a apurar o meu Fashion Sense para agora vir uma sacaninha insensível mostrar ao mundo que o 90's Fashion não abonava nada a meu favor!!
É nestas alturas que eu penso... Será que era muito deselegante desamigar toda e qualquer pessoa que me envergonhe no Facebook?
É que dizem que aquilo é o site de engate do novo milénio, nunca o usei para tal, até porque não aceito pedidos de amizade de ninguém que não conheça, mas PORRA, uma pessoa não está na idade de queimar já estas pontes.
Nunca se sabe o dia de amanhã, quem me garante a mim que o meu príncipe encantado não anda perdido no Facebook à minha procura ?! (Espero bem que não)
Nunca se sabe o dia de amanhã, quem me garante a mim que o meu príncipe encantado não anda perdido no Facebook à minha procura ?! (Espero bem que não)
28/06/11
Adoro..
Ouvir alguém dizer "Se soubesse o que sei hoje não faria isto ou aquilo..."
Sabem porquê?
Porque se eu soubesse o que sei hoje faria tudo de novo!
O inferno e os seus protagonistas podem estar à minha espera mas ao menos diverti-me até lá ir parar
Sabem porquê?
Porque se eu soubesse o que sei hoje faria tudo de novo!
O inferno e os seus protagonistas podem estar à minha espera mas ao menos diverti-me até lá ir parar
27/06/11
Love Poem
It's so nice
to wake up in the morning
all alone
and not have to tell somebody
you love them
when you don't love them
anymore
Quem disse que eu não sou romântica?
Screw you =P
Espera...
Vais sentar-te e esperar
Ela fez isso mesmo, escolheu um canto recatado do jardim e esperou.
Aguardou pacientemente que algo acontecesse, ficou indiferente às folhas que caiam em redor dos seus pés, aos murmúrios das pessoas que por ela passavam, à chuva e ao vento.
Deixou-se ficar imóvel no sítio que tinha escolhido, indiferente à passagem do tempo e às preocupações mundanas dos outros. Até que um dia apercebeu-se que já não sabia porque esperava.
Esperou tanto tempo que se esqueceu da razão porque o fazia e pela primeira vez em muito, muito tempo respirou de alivio.
22/06/11
O problema não sou eu, és tu!!
O problema não é ter 4 estagiários a meu cargo, o verdadeiro problema é ter UMA estagiária que me faz perder toda e qualquer réstia de calma.
Não suporto gente mal educada e sou da opinião que uma miúda de 17 anos não tem idade para este tipo de comportamentos, ou muito me engano ou o estágio dela e consequente finalização do curso profissional está a navegar em águas muito turvas...
Claramente conversar com ela não resulta, passar o dia a fingir ser a sombra dela para que ela se comporte como uma pessoa normal também não...
O que resultará??
Não suporto gente mal educada e sou da opinião que uma miúda de 17 anos não tem idade para este tipo de comportamentos, ou muito me engano ou o estágio dela e consequente finalização do curso profissional está a navegar em águas muito turvas...
Claramente conversar com ela não resulta, passar o dia a fingir ser a sombra dela para que ela se comporte como uma pessoa normal também não...
O que resultará??
20/06/11
Todas as cartas de amor são ridículas,
Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente Ridículas)
O amor é por si só um sentimento ridículo, pateta até.
Uma patetice pela qual nós aceitamos de bom grado passar se isso significar que alguém nos vai dar mimos de manhã, acompanhar-nos a eventos familiares aborrecidos e que de vez em quando vai olhar-nos e dizer, "Amo-te", "Gosto do novo penteado" ou quem sabe "Queres ir ver as estrelas ;)".
Sim..
O amor é ridículo... E o que seria de nós se assim não fosse...
18/06/11
O amor em Portugal
Mesmo que Dom Pedro não tenha arrancado e comido o coração do carrasco de Dona Inês, Júlio Dantas continua a ter razão: é realmente diferente o amor em Portugal. Basta pensar no incómodo fonético de dizer «Eu amo-o» ou «Eu amo-a». Em Portugal aqueles que amam preferem dizer que estão apaixonados, o que não é a mesma coisa, ou então embaraçam seriamente os eleitos com as versões estrangeiras: «I love you» ou «Je t'aime». As perguntas «Amas-me?» ou «Será que me amas?» estão vedadas pelo bom gosto, senão pelo bom senso. Por isso diz-se antes «Gostas mesmo de mim?», o que também não é a mesma coisa.
O mesmo pudor aflige a palavra amante, a qual, ao contrário do que acontece nas demais línguas indo-europeias, não tem em Portugal o sentido simples e bonito de «aquele que ama, ou é amado». Diz-se que não sei-quem é amante de outro, e entende-se logo, maliciosamente, o biscate por fora, o concubinato indecente, a pouca vergonha, o treco-lareco machista da cervejaria, ou o opróbio galináceo das reuniões de «tupperwares» e de costura.
Amoroso não significa cheio de amor, mas sim qualquer vago conceito a leste de levemente simpático, porreiro, ou giríssimo. Quem disser «a minha amada» — ou, pior ainda, «o meu amado» — arrisca-se a não chegar ao fim da frase, tal o intenso e genuíno gáudio das massas auditoras em alvoroço. Amável nunca quer dizer «capaz de ser amado», e, para cúmulo, utiliza-se quase sempre no pretérito («Você foi muito amável em ter-me convidado para a inauguração da sua Croissanterie»). Finalmente um amor é constantemente aviltado na linguagem coloquial, podendo dizer-se indistintamente de escovas de dentes, contínuos que trazem os cafés a horas, ou casinhas de emigrantes. (O que está a acontecer com o adjectivo queridoconstitui, igualmente, uma das grandes tragédias da nossa idade.)
Talvez a prática mais lastimavelmente absurda, muito usada na geração dita eleita, seja aquela de chamar amigas às namoradas. Isto porque os portugueses, raça danada para os eufemismos, também têm vergonha das palavras namorado enamorada. Quando as apresentam a terceiros, nunca dizem «Esta é a Suzy, a minha namorada» — dizem sempre «Esta é uma amiga minha, a Suzy», transmitindo a implícita noção, muito cara ao machismo lusitano, de que se trata de uma entre muitas. E, também assim, como se não lhes bastasse dar cabo do Amor, vão contribuindo para o ajavardamento semântico da Amizade.
Isto tudo em público — claro — porque, em particular, a sós, funciona a síndrome plurissecular do «só-nós-dois-é-que-sabemos» e os portugueses tornam-se pinga-amores ao ponto de se lhes aconselhar vivamente a utilização de coleiras de esponja muito grossa. Nisto, o sexo forte é bastante mais vira-casacas que o fraco. Em público, são as amigas, o Guincho, os drinques e as apreciações estritamente boçais do sexo oposto. Dêem-lhes, porém, cinco minutos a sós com a suposta «amiga» e depressa verão todos os índices aceitáveis de pieguice, choraminguice e «love-and-peace» babosa e radicalmente ultrapassados; ao ponto de fazer confundir a Condessa de Segur com Joseph Conrad. As infelizes «amigas» reprimem com louvável estoicismo o enjoo, e aconselham-lhes a moderação. As mais estúpidas não compreendem e vão depois dizer às amigas que os namorados têm feitios muito complexos, porque quando estão acompanhados, são uns brutos do bilhar grande, e quando estão sozinhos transformam-se em donzelas delicodoces, inexplicavelmente ainda mais nauseabundas do que elas.
A retracção épica a que os portugueses se forçam no uso próprio das palavras do amor, quando o contexto é minimamente público, parece atirá-los ilogicamente, para uma confrangedora catarse de lamechices cada vez que se encontram sós com quem amam. Dizer «Eu amo-te» é dizer algo que se faz. Dizer «Eu tenho uma grande paixão por ti» é bastante menos do que isso — é apenas algo que se tem, mais exterior e provisório. Os portugueses, aliás, sempre preferiram a passividade fácil do «ter» à actividade, bastante mais trabalhosa, do «fazer».
A confusão do amar com o gostar, do amor com a paixão, e do afecto, tornam muito difícil a condição do amante em Portugal. Impõe-se rapidamente o esclarecimento de todos estes imbróglios. Que bom que seria poder dizer «Estou apaixonado por ela, mas não a amo», ou «já não gosto de ti, embora continue apaixonado» ou «Apresento-te a minha namorada», ou «Ele é tão amável que não se consegue deixar de amá-lo». Estas distinções fazem parte dos divertimentos sérios das outras culturas e, para podermos divertirmo-nos e fazê-las também, é urgente repor o verbo «amar» em circulação, deixar-mo-nos de tretas, e assim aliviar dramaticamente o peso oneroso que hoje recai sobre a desgraçada e malfadada paixão.
Miguel Esteves Cardoso, in 'A Causa das Coisas'
O mesmo pudor aflige a palavra amante, a qual, ao contrário do que acontece nas demais línguas indo-europeias, não tem em Portugal o sentido simples e bonito de «aquele que ama, ou é amado». Diz-se que não sei-quem é amante de outro, e entende-se logo, maliciosamente, o biscate por fora, o concubinato indecente, a pouca vergonha, o treco-lareco machista da cervejaria, ou o opróbio galináceo das reuniões de «tupperwares» e de costura.
Amoroso não significa cheio de amor, mas sim qualquer vago conceito a leste de levemente simpático, porreiro, ou giríssimo. Quem disser «a minha amada» — ou, pior ainda, «o meu amado» — arrisca-se a não chegar ao fim da frase, tal o intenso e genuíno gáudio das massas auditoras em alvoroço. Amável nunca quer dizer «capaz de ser amado», e, para cúmulo, utiliza-se quase sempre no pretérito («Você foi muito amável em ter-me convidado para a inauguração da sua Croissanterie»). Finalmente um amor é constantemente aviltado na linguagem coloquial, podendo dizer-se indistintamente de escovas de dentes, contínuos que trazem os cafés a horas, ou casinhas de emigrantes. (O que está a acontecer com o adjectivo queridoconstitui, igualmente, uma das grandes tragédias da nossa idade.)
Talvez a prática mais lastimavelmente absurda, muito usada na geração dita eleita, seja aquela de chamar amigas às namoradas. Isto porque os portugueses, raça danada para os eufemismos, também têm vergonha das palavras namorado enamorada. Quando as apresentam a terceiros, nunca dizem «Esta é a Suzy, a minha namorada» — dizem sempre «Esta é uma amiga minha, a Suzy», transmitindo a implícita noção, muito cara ao machismo lusitano, de que se trata de uma entre muitas. E, também assim, como se não lhes bastasse dar cabo do Amor, vão contribuindo para o ajavardamento semântico da Amizade.
Isto tudo em público — claro — porque, em particular, a sós, funciona a síndrome plurissecular do «só-nós-dois-é-que-sabemos» e os portugueses tornam-se pinga-amores ao ponto de se lhes aconselhar vivamente a utilização de coleiras de esponja muito grossa. Nisto, o sexo forte é bastante mais vira-casacas que o fraco. Em público, são as amigas, o Guincho, os drinques e as apreciações estritamente boçais do sexo oposto. Dêem-lhes, porém, cinco minutos a sós com a suposta «amiga» e depressa verão todos os índices aceitáveis de pieguice, choraminguice e «love-and-peace» babosa e radicalmente ultrapassados; ao ponto de fazer confundir a Condessa de Segur com Joseph Conrad. As infelizes «amigas» reprimem com louvável estoicismo o enjoo, e aconselham-lhes a moderação. As mais estúpidas não compreendem e vão depois dizer às amigas que os namorados têm feitios muito complexos, porque quando estão acompanhados, são uns brutos do bilhar grande, e quando estão sozinhos transformam-se em donzelas delicodoces, inexplicavelmente ainda mais nauseabundas do que elas.
A retracção épica a que os portugueses se forçam no uso próprio das palavras do amor, quando o contexto é minimamente público, parece atirá-los ilogicamente, para uma confrangedora catarse de lamechices cada vez que se encontram sós com quem amam. Dizer «Eu amo-te» é dizer algo que se faz. Dizer «Eu tenho uma grande paixão por ti» é bastante menos do que isso — é apenas algo que se tem, mais exterior e provisório. Os portugueses, aliás, sempre preferiram a passividade fácil do «ter» à actividade, bastante mais trabalhosa, do «fazer».
A confusão do amar com o gostar, do amor com a paixão, e do afecto, tornam muito difícil a condição do amante em Portugal. Impõe-se rapidamente o esclarecimento de todos estes imbróglios. Que bom que seria poder dizer «Estou apaixonado por ela, mas não a amo», ou «já não gosto de ti, embora continue apaixonado» ou «Apresento-te a minha namorada», ou «Ele é tão amável que não se consegue deixar de amá-lo». Estas distinções fazem parte dos divertimentos sérios das outras culturas e, para podermos divertirmo-nos e fazê-las também, é urgente repor o verbo «amar» em circulação, deixar-mo-nos de tretas, e assim aliviar dramaticamente o peso oneroso que hoje recai sobre a desgraçada e malfadada paixão.
Miguel Esteves Cardoso, in 'A Causa das Coisas'
17/06/11
Palavra do Dia
LEXOTAN
Ou muito me engano ou a experiência de ter 4 estagiários a meu cargo vai acabar mal!!
Para um deles pelo menos...
Update: Eu não sou má! Sou exigente!
=)
Ou muito me engano ou a experiência de ter 4 estagiários a meu cargo vai acabar mal!!
Para um deles pelo menos...
Update: Eu não sou má! Sou exigente!
=)
16/06/11
Eduardo e Mónica
Legião Urbana, 1986
Ouvi dizer que o Amor é mais facilmente entendido quando é cantado
=)
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