27/06/11

Espera...



Vais sentar-te e esperar 


Ela fez isso mesmo, escolheu um canto recatado do jardim e esperou.
Aguardou pacientemente que algo acontecesse, ficou indiferente às folhas que caiam em redor dos seus pés, aos murmúrios das pessoas que por ela passavam, à chuva e ao vento.
Deixou-se ficar imóvel no sítio que tinha escolhido, indiferente à passagem do tempo e às preocupações mundanas dos outros. Até que um dia apercebeu-se que já não sabia porque esperava.
Esperou tanto tempo que se esqueceu da razão porque o fazia e pela primeira vez em muito, muito tempo respirou de alivio.

1 comentário:

Margarida disse...

E respirar de alívio é o melhor que nos pode acontecer...